
O homem criou a música, a cria cresceu e imortalizou o criador.
Alberdan Batista*
Foram os gregos que criaram a palavra música para significar “a arte das musas”.
Posteriormente esta palavra ganhou outros usos e significados, conforme o tempo e o espaço, conforme as influências históricas e geográficas.
Hoje a música constitui parte muito importante da cultura da maioria dos povos da terra, traduzindo a convivência do ser humano com o seu meio e seus sentimentos em relação a si e a tudo que o cerca. É dessa relação simbiótica que surgiram as características peculiares da música de cada lugar.
É certo também que bem antes da existência do Homem sobre a terra, já existiam os sons na natureza, mas isto ainda não era música. Música é arte e arte é criação humana, é manifestação dos seus sentidos.
Para os chineses, por exemplo, a música nascia da natureza, era retirada “do sopro do vento, do murmúrio, do oceano e do canto dos pássaros”. Baseados neste princípio acreditavam que a música tinha como principal objetivo “orientar o povo na prática do bem e na purificação do pensamento”.
Foi um longo caminho percorrido que partiu da linguagem mística do homem primitivo, na busca de comunicar-se com os mortos e as divindades, até que os sons transformaram-se em música.
Durante séculos foi utilizada apenas como oração. Precisou misturar-se ao popular e o profano para transformar-se em arte e divertimento, até chegar a ponto de ser o resultado de reflexão, de vivências, de experiências, de crenças, dúvidas e certezas. A música é encontrada nos mais variados lugares, das mais variadas formas, cumprindo as mais variadas funções. Continua sendo tudo que foi e sendo mais a cada novo dia.
É parte de nossas vidas do nascimento a morte, expressando emoções, sentimentos de quietude e agitação. Dela nos utilizamos para pedir paz, para pedir chuva sobre a terra, para aliviar o cansaço, para recuperar a saúde. Cantamos para rezar, cantamos para alegrar, cantamos para consolar, cantamos para protestar, cantamos para nos distrair, sem nem prestar a tenção. Cantamos para viver e para sobreviver, quando fazemos da música o nosso ganha pão, quando fazemos do cantar a nossa profissão.
Creio então que dá para concluir: o que seria de nós sem a música.
*Bacharel em Gestão e Produção de Eventos Culturais pela UNAMA
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